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Por que não deve secar roupa ao ar livre entre as 10h e as 15h em março?

Mulher a estender um lençol branco num estendal ao ar livre em dia ensolarado de primavera.

Em março, porém, isso pode transformar-se num verdadeiro problema.

Aquilo que soa a cenário perfeito de primavera tem um lado menos óbvio: ao meio-dia, a concentração de pólen no ar costuma disparar. Quem, nessa altura, deixa toalhas, roupa de cama ou t-shirts a secar no jardim ou na varanda acaba por trazer de volta, sem dar por isso, essas poeiras de flores para o quarto e para a pele - sobretudo em março, quando a época do pólen ganha mesmo intensidade.

Porque é que março se torna uma armadilha silenciosa de pólen

Com os primeiros dias mais amenos, muitas árvores entram em plena atividade. Aveleira, amieiro, bétula, cipreste ou teixo libertam muito cedo no ano quantidades enormes de pólen. Para as plantas, estes grãos microscópicos são essenciais à reprodução - para quem tem alergias, são gatilhos difíceis de suportar da rinite alérgica.

O ar seco e o vento conseguem transportar o pólen a quilómetros de distância. Ele deposita-se, de forma discreta, em praticamente tudo: peitoris de janelas, tejadilhos de carros, mobiliário de jardim - e também em tecidos húmidos. E é aí que nasce o problema.

"A roupa húmida funciona como um íman para o pólen - ele adere especialmente bem às fibras molhadas e mais tarde volta a soltar-se dentro de casa."

Quando se estende roupa ao ar livre a meio do dia, os grãos de pólen entram em casa peça a peça: no travesseiro, no guarda-roupa, naquela camisola preferida. O ar “fresco” que se procura acaba, assim, por se transformar num fator permanente de alergia, em contacto direto com a pele.

As horas críticas: porque entre as 10 e as 15 é tão arriscado para o pólen e para a roupa

Há vários anos que as autoridades de saúde têm reforçado que não é apenas a época do pólen que conta - a hora do dia também faz diferença. Na primavera, é frequente a concentração no ar aumentar de forma marcada a partir do fim da manhã.

Entre aproximadamente as 10 e as 15 horas, acontece o seguinte:

  • O sol aquece claramente o solo e as plantas libertam mais pólen.
  • O ar torna-se mais seco, e o pólen mantém-se suspenso com maior facilidade e durante mais tempo.
  • Uma brisa leve espalha as partículas por campos, estradas e zonas residenciais.
  • O pólen chega às varandas, jardins e pátios interiores em elevada densidade.

Se a roupa estiver estendida nessa janela horária, atua como um filtro denso. Quanto mais tempo ficar pendurada, mais pólen se acumula. E, ao apanhá-la, muitas pessoas ainda a sacodem ligeiramente - o que ajuda a dispersar essas poeiras de flores dentro de casa.

"A suposta melhor altura para secar - quente, soalheira e com vento - é precisamente a fase em que quem tem alergias deve evitar deixar a roupa no exterior."

O que o pólen pode provocar na cama

Quem nunca teve uma alergia ao pólen mais intensa tende a subestimar o impacto. Em pessoas sensíveis, basta um aumento moderado da exposição para surgirem sintomas típicos:

  • Espirros constantes
  • Nariz a pingar ou entupido

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